Mais um dia do professor se passou.
Fui rever o post que escrevi sobre este tema há um ano http://metropolesp.wordpress.com/2008/10/17/dia-do-professor/ e deparei-me com um texto prolixo, relatando um pouco da história do dia do professor em meio à conturbada década de 60 e uma crítica à nossa sempre companheira da área “diumanas” Veja. Ao final, falava de princípios que deveriam nortear nosso trabalho como professores: Democracia e questionamento às verdades absolutas.
Um ano se passou. A Veja está mais contida (acredito que se deu conta que sua credibilidade não era inabalável) e os dilemas dos professores continuam em alta. A começar pelos nossos sindicatos. Nos jornais, algumas reportagens esparsas e nenhum anúncio para a valorização da profissão, seja da FEPESP, seja da APEOESP.
No noticiário, reportagens sobre o lento aumento dos salários da categoria, a partir da implantação do piso nacional e agressão de alunos a docentes. Passamos de profissionais respeitados para sonhadores e, enfim, pobres coitados e encostados – “Professor, você trabalha ou só dá aula?”
Que no dia dos professores celebremos nossa profissão. Não somos profetas, tampouco idealistas. Temos um papel nesta sociedade e, em cada sala de aula que entramos, devemos respirar fundo e lembrarmos o nosso papel social como construtores de crítica. A exposição do mundo não é mais privilégio nosso, mas a crítica e a interpretação do mesmo, sim. Lembrarmos que somos pais e mães, filhos e filhas, maridos e esposas, companheiros e companheiras de outras tantas pessoas que dependem de nossos rendimentos. Enfim, lembrarmos que naquele espaço o qual vamos entrar está o limite entre o privado e o público e que é nesta relação imposta por nossos alunos que devemos atuar. Nossa luta é por cidadania, não por subjugação, domínio ou estrelato.
